No mar...
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O vento cria as chamadas ondas de superfÃcie, que ocorrem nos oceanos e costa. O vento cria uma pressão e uma fricção que altera o equilÃbrio da água e provoca o efeito de onda de superfÃcie. Durante tempestades, em águas mais profundas, a força do vento vai formando ondas pequenas que aos poucos vão crescendo. O tamanho das ondas depende da força do vento, do tempo que o vento sopra numa só direção e da área de mar aberto em que o vento sopra sobre a água.
O intervalo entre ondas numa costa (o seu perÃodo) pode ser de alguns segundos ou de uns 15 a 20 segundos. Se observarmos com atenção veremos que em cada dia ou em cada parte de um dia existe uma certa regularidade no intervalo entre as ondas. Só que essa regularidade é complexa; como por exemplo uma série de ondas pequenas com um perÃodo curto alternando com ondas maiores com perÃodos mais longos.
Essa regularidade dá-nos uma ideia, ainda que grosseira, das muitas tempestades perto e longe que as geraram. As várias ondas de diferentes alturas e perÃodos que rebentam numa costa são fundamentalmente o resultado da interferência das ondas provocadas por tempestades de severidade diferente e ocorrendo a distâncias diferentes. |
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Se as praias do Atlântico têm ondas mais altas e são boas para os surfistas é porque as muitas tempestades que ocorrem em todo o Atlântico são reforçadas pelos ventos predominantes vindos de Oeste, no Hemisfério Norte. As costas atlânticas da América do Norte são piores para os surfistas porque os ventos de Oeste sopram contra as ondas que avançam para a costa em direcção a leste e diminuem o seu efeito (Wikipedia).
Estas são as ondas que importam para a pescaria, que influenciam diretamente o comportamento de peixes e que definem a estratégia que adotaremos na atividade, seja embarcada, de costeira, ou na praia. Observamos uma maior atividade de peixes no mar, quando há alguma agitação na água. Ãgua parada, modorrenta, normalmente não traz boas expectativas, pelo menos, na maioria dos casos.
Previsão de ondas e vento:
E o vento:
| Esse tem uma influência direta no conforto e na segurança da pescaria, principalmente, embarcada e de costeira.
Sem dúvida, programar uma pescaria levando em consideração o vento, maré e ondas, fará diferença, na produtividade, na segurança e no conforto.
No mar, ventos de até 17, 20 km/h, são relativamente seguros, claro que tudo depende de onde é realizada a pescaria e da embarcação utilizada. Mas, passando disto, o conforto e a segurança ficam prejudicados. Não podemos esquecer que com o vento, aumentam as ondas.
E como entender se 0,5 m de onda é melhor que 1,5 m de onda?
Tudo dependerá do tipo de pescaria, da embarcação e das condições gerais do dia.
Vamos examinar uns exemplos: |
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Pesca na Ilhabela, à procura de enchovas - se não tiver um mÃnimo de ondas batendo na costeira, elas diminuem a atividade! O ideal é entre 1 m e 2 m na previsão (CPTEC ou WINDGURU). Passado esse intervalo, para cima, começa algum desconforto.
Pesca em Natal - sempre estará ventando e com mar agitado - é frequente. Os guias locais conhecem muito bem as variantes locais.
POR ISSO RESSALTAMOS:
- PARA PESCAR NO MAR, CONSULTE A PREVISÃO - e contrate guias experientes. Guias responsáveis não desafiam a segurança. - E na costeira, onde ocorrem muitos acidentes com ondas e ventos, muito cuidado. Não arrisque sua vida por uma briga com um peixe. Às vezes pensamos que vale a pena, ou que não estamos prejudicando a segurança, mas olhe de novo - está de colete? Calçados adequados? Está ventando muito e as ondas estão altas? - Na praia, fique atento ao fazer um lançamento, estude as ondas. Normalmente, há uma sequência lógica de ondas menores e séries maiores. Não arrisque à toa. Espere e tenha paciência. Exercite o que a pescaria nos traz de melhor.
Ondas e ventos no rio, lago, represa:
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Quem já esteve pescando no Rio Paraná, mais precisamente na Represa Sérgio Mota, certamente já ouviu histórias de ondas de até 2 m no lago, tragando barcos e vidas.
Sim, é verdade. Acontecem acidentes quando a represa sofre com ventos e fortes tempestades.
E a dinâmica das ondas numa represa é outra. Não existem vagas em uma direção, normalmente, embarcados, navegamos em pequenos barcos de alumÃnio, de costado baixo. A água e as ondas vem de todos os lados, as vezes, se somando e crescendo muito mesmo.
Sim, é perigoso. Mas perfeitamente evitável. Como a represa é muito grande e avistamos o horizonte ao longe, ficar atento a mudanças no tempo não é difÃcil. É bem tranqüilo observar as tempestades se formando e, acredite - você precisa sair mesmo do rio. As tempestades chegam rápido.
Já os ventos, em rios e lagos, atrapalha muito a navegação e o trabalho com iscas artificiais. Atrapalha? Não... Muda. Realmente, trabalhar com uma isca de superfÃcie é muito mais gostoso com aquele espelhão na sua frente. Mas na hora do vento, da represa encrespada, saque as suas iscas de meia água, sub-superfÃcie, jigs e metal jigs e pesque. O vento realmente é o vilãozinho da pescaria. Mas é a dinâmica da natureza, precisamos nos adaptar e procurar entender como ele funciona para usarmos ao nosso favor esse fenômeno que existe, estará presente sempre em nossas pescarias e, muitas vezes, refresca o dia acalorado! |
IMAGENS - ILHABELA - ARQUIVO PESSOAL CAP ALEXANDRE ITO
RIO PARANÃ - THOMAS SCHLEMMERMEYER - FLICKR FREE
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